Lamentamos, mas ontem foi o Dia Internacional da Parteira, e passámos sem o assinalar.
Aqui fica a notícia da Lusa a assinalar a efeméride:
Lisboa, 05 Mai (Lusa) - Parteira é uma "profissão em vias de extinção" em Portugal, apesar da "importância universal" do seu trabalho, segundo o movimento "BioNascimento", que alerta para o contributo destas mulheres para a saúde pública.
O movimento BioNascimento apresenta-se como "uma atitude e uma consciência em prol do respeito pela fisiologia do parto", que deseja "participar activamente no contexto do nascimento" e promover a sua "atitude biodinâmica".
Hoje, Dia Internacional da Parteira, o BioNascimento aproveita para "celebrar a maternidade e sensibilizar o maior número de pessoas possíveis para a importância do trabalho" destas mulheres.
"Celebrando este dia, ajudaremos o mundo a lembrar a importância universal do trabalho das parteiras e o que as parteiras representam", lê-se na mensagem alusiva à efeméride.
Em Portugal, esta é "uma profissão em vias de extinção". Contudo, "são já muitos os países que recuperaram esta profissão, conseguindo assim, uma melhor excelência nos cuidados prestados na área da saúde materna".
Actualmente, prossegue o BioNascimento, "ser parteira nos países desenvolvidos não é uma profissão de segunda escolha. É uma escolha por vocação, devoção, poderemos dizer mesmo por paixão".
De acordo com o movimento, trata-se de "uma profissão certificada e que trabalha lado a lado com os demais profissionais da saúde materna, quer médicos , quer enfermeiros".
"A recuperação desta profissão é uma das recomendações da OMS para a desmedicalização do parto", lê-se na mensagem.
Os benefícios de contar com uma parteira passam, de acordo com o movimento, pela possibilidade da mulher "escolher onde pretende que o seu parto aconteça, fazendo assim a opção do parto em casa, uma opção segura e com os riscos devidamente avaliados".
"A parteira encoraja a mulher a se responsabilizar pela sua gravidez, informa-a de forma a poder tomar decisões informadas".
A nível da saúde pública, o contributo da parteira "não se resume ao bem-estar maternal e neonatal".
"Promover a saúde durante a gravidez, contribui para formas de vida saudáveis", escreve o movimento BioNascimento, acrescentando que "uma mulher informada irá encarar o processo do parto com maior confiança".
Por seu lado, "uma recém-mãe confiante, que está bem física e psiquicam ente depois da experiência do parto, fica menos propícia a sofrer de ansiedade ou de depressão pós-parto".
"Uma mãe saudável e feliz irá amamentar e melhor cuidar do seu bebé, aumentando assim as hipóteses de uma vida normal e saudável para ambos", conclui o BioNascimento.
Em Portugal, as parteiras continuam a existir, apesar de "em número reduzido", acrescenta o movimento.
"Este Dia Internacional da Parteira pode ser uma oportunidade de reconhecer o papel - no passado e no presente - destas mulheres na nossa sociedade e também para reflectir que queremos nós aprender com a experiência dos outros países, e recuperar ou não esta tão importante profissão".
SMM/Lusa/Fim
(Será que tem alguma coisa a ver? Será que um parto se vende tão bem como um evento? Ou será pura coincidência?)
sábado, maio 06, 2006
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1 comentário:
Caros Amigos,
proponho substituir a palavra Bionascimento por Bionatalidade. É que "Nascimento" nao tem conotações positivas...
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