13 anos e 7 meses depois de nascer, o que dizem ser qualquer coisa como os nossos 95 / 100 anos, tomei a mais difícil decisão da vida (e que sempre julguei impensável) de mandar abater o meu cão.
Chama-se Nilo (o nome ficará sempre com ele), de raça Collie (a mesma da Lassie, do famoso filme com o mesmo nome), e andava de há uns meses para cá a mostrar sinais evidentes de cansaço deste mundo.
Não foi um cão muito estimado, mas foi o meu primeiro cão. O tumor no cérebro detectado recentemente, a cegueira que se começou a apoderar dele, a diarreia, e nos últimos dois dias a incapacidade de sequer se levantar, levaram-me a um "Chega!".
Sempre achei, até hoje, que era contra a eutanásia! Mas hoje não consegui (e aqui se calhar com alguma ponta de egoismo) continuar a ver sofrer o meu cão. Questionei o veterinário sobre hipóteses de recuperação e a resposta foi elucidativa, dei as últimas festas e um último regalo ao estomago do Nilo, e virei costas numa despedida fria. Concordei que lhe fosse dada uma injecção e que o levassem embora de casa após estes 13 anos e pouco.
Está a ser um dia difícil para mim. E se até agora pensava que os meus princípios eram outros, tudo mudou num frente a frente, olhos nos olhos, com o meu cão. Não posso dizer que ele me pediu o que quer que seja, mas tenho a certeza de que o que fiz foi o melhor que podia ter feito. O Nilo tinha "alergia" a consultórios veterinários, e pelo menos teve o seu fim no espaço que durante todos estes anos foi dele.
Hoje, quando voltar a casa, provavelmente o Nilo já se foi embora. E vai deixar saudades, pois claro!
(Fica a minha homenagem! Ao Nilo! Neste dia em que "fugiu" de casa!)
sexta-feira, maio 12, 2006
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